22 julho 2007

Tempo de colher II






É tempo de arrancar as batatas. As tardias, que "as de cedo" já o foram...

Amigos e vizinhos ajudam-se nas tarefas. É a única forma de continuar a produzir em micro-escala, contrariando as tendências ditadas pelos tempos que correm.


A maior parte das pessoas que ainda tratam as hortas já ultrapassaram as sessenta e muitas primaveras. No entanto, o sentimento que lhes ficou gravado na alma desde a dura infância em que foram moldados persiste: colher, armazenar, garantir um inverno farto e contrariar o ditado antigo: "Do cerejo ao castanho bem me amanho. Do castanho ao cerejo mal me vejo..."


Acaba por ser um dia bem passado: começar bem cedo, ainda as seis da manhã não bateram na torre e já se trabalha para fugir ao calor que este ano nos tem poupado. Às nove, serviço concluído, já se come o presunto e o queijo. Depois, no Cimo do Lugar trocam-se opiniões sobre as melhores produções. Este ano o António Salgado (Paco) pôs o ramo, dizem os entendidos na matéria.


2 comentários:

Anónimo disse...

isto sim, é reforma agrária! a terra a quem a trabalha e isto parece ser bem um exemplo de comunitarismo transmontano! Quando é que posso ir a ajudar???

Felgar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.